• Igreja Presbiteriana Unida de São Paulo - 116 Anos

Estudo p/ Pequenos Grupos

PERSEVERANÇA DOS SANTOS: A CARREIRA CRISTÃ

 

A doutrina da perseverança dos santos é um dos pilares do edifício da nossa fé reformada. Doutrinariamente, o que é perseverança dos santos? Para nós, o mais simples e mais completo conceito sobre a doutrina é definido por Arthur Stone: ”Perseverança dos santos é a total impossibilidade para o eleito de Deus, aquele que foi convencido de pecado pelo Espírito Santo e lavado no precioso sangue de Jesus, de se perder”. Diríamos nós: Uma vez eleito, eleito para sempre. Uma vez convertido, convertido para sempre. Uma vez justificado, justificado para sempre. Uma vez salvo, salvo para sempre.

 

Mas, a carreira cristã não é fácil, na luta do homem renovado contra as tendências do velho homem e contra as ciladas do tentador. A jornada é dura, difícil e desgastante. O cristão pode chegar cansado e ferido, mas alcança seu destino final, nos braços de Jesus. Nesta caminhada três fatores concorrem para a perseverança do santo:

 

1. A FIDELIDADE DO SANTO – Como dissemos, a vida cristã é de intensa luta contra as tentações e a inclinação para o mal do velho homem. Não é um caminho linear e plano, mas cheio de assaltos e sobressaltos, semelhante à do gráfico do eletrocardiograma, com subidas e descidas. Há quedas e fracassos, mas também, reerguimento e arrependimento. Essa luta é constante, e só termina com a morte, quando seremos, então, glorificados. Nesse embate, o cristão procura manter-se fiel até ao fim, a despeito dos percalços do caminho. Para isso, o santo precisa assumir uma postura que inclui três exercícios: Oração (1Ts 5.17), Vigilância (Mt 26.41) e Submissão (Tiago 4.7).

 

2. A COMUNHÃO DOS SANTOS – Quando Jesus subiu ao céu, deixou aqui 120 santos, que o seguiram até ao fim. A primeira providência do grupo foi ficar juntos (Lc 24.52-53). Lucas ainda acrescenta, em Atos 2.44 ” Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum”. Foi aí que começou a comunhão dos santos. Eles perseveravam juntos, para que cada um perseverasse na sua fé. Esse grupo se espalhou pela face da terra, mas a comunhão dos santos continuou nas igrejas que iam sendo organizadas. Na carreira cristã, não vamos sozinhos. Estamos caminhando com um grupo de santos, que passam pelos mesmos percalços, que se dão a mão, que se confortam, se aconselham e, quando preciso, se exortam. Apesar de suas deficiências, a igreja ainda é o melhor ambiente para nos ajudar a manter a nossa fé e a nossa fidelidade. A comunhão dos santos é fator preponderante para a perseverança dos santos.

 

3. A GRAÇA DO DEUS SANTO – Sabemos que a eleição é incondicional e que a graça é irresistível. Deus nos elegeu não porque viu méritos em nós, mas porque teve misericórdia de nós. E quando Ele nos chamou, pela Sua graça, nos habilitou a atendê-Lo, mediante a obra do Espírito Santo, em nosso coração, implantando em nós a fé, para que crêssemos em Jesus como Salvador. O que Deus efetuou em nós, ninguém, nem nós, nem o diabo, poderá cancelar. E o apóstolo confirma, em Filipenses1.6: ”Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Jesus Cristo”. Desde a chamada até à glorificação, Deus está conosco.

 

A perseverança dos santos depende da sua fidelidade e da comunhão dos santos, mas, efetivamente, tudo depende da graça de Deus. Nós chegaremos ao final, porque Deus nos elegeu desde toda a eternidade e nos tem acompanhado em toda a nossa caminhada até ao final, tomando-nos em Seus eternos braços e levando-nos à eternidade com Ele. Por isso, podemos dizer, como Paulo, em II Tm 1.12: “...porque sei em quem tenho crido e estou certo que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia”. Pela graça, começamos nossa jornada terrena. Pela graça, chegaremos ao nosso destino final!

 

Reverendo Ademir Aguiar
(Fonte:www.teologiabrasileira.com.br - adaptado e transcrito)