• Igreja Presbiteriana Unida de São Paulo - 116 Anos

Pastoral

O ReencOntRO


“Alegraram-se, portanto, os discípulos ao verem o Senhor”
João 20.20

 

Os discípulos de Jesus não puderam imaginar um reencontro com o Senhor após todo aquele sofrimento e morte. Todos em Jerusalém certificaramse de Seu encarceramento, julgamento e morte por crucificação. Embora, Jesus tivesse anunciado Sua morte e ressurreição, os discípulos não atinaram que Ele se apresentaria tão glorioso como se apresentou inconteste.

 

Outros tantos discípulos tiveram também o privilégio do reencontro, como aquelas santas mulheres, os discípulos no caminho de Emaús, os apóstolos, e mais de quinhentos irmãos de uma só vez, como descreve o apóstolo Paulo (I Co 15.6). O sentimento desse reencontro não podia ser outro senão a alegria, como bem registrou o evangelista João – “Alegraram-se, portanto, os discípulos ao verem o Senhor”.

 

O reencontro não só produziu alegria como foi prova cabal de vida pósmorte, tanto para os discípulos quanto para a cristandade futura. A ressurreição de Jesus responde até mesmo à interrogação dos mais céticos, como o pensador romano e conselheiro do imperador Nero, Sêneca, ao diz Sêneca er: “Para que eu acreditasse na imortalidade, seria preciso que um homem ressuscitasse!”.

 

O Cristo redivivo é a prova da imortalidade e ressurreição. Tal doutrina é amplamente exposta em inúmeras passagens bíblicas. João Calvino João Calvino (†1564), luminar da Reforma Protestante do século XVI, convicto da doutrina da ressurreição, escreveu em seu testamento: “O meu corpo... seja enterrado na maneira usual, para aguardar o dia da abençoada ressurreição”.

 

Concluímos que o mesmo sentimento de alegria que invadiu o coração dos discípulos naquele reencontro memorável, se intensificará por ocasião de nosso encontro com Cristo, seja em nossa morte ou em Sua segunda vinda, cumprindo-se a Palavra do próprio Senhor, quando disse: “agora tendes tristeza; mas outra vez vos verei; o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém poderá tirar” (Jo.16.20). É por esse encontro que devemos viver e desejar fervorosamente, à semelhança de nossos irmãos do passado quando disseram:
“Vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20)

 

Rev Célio Gomes de Azevedo